Arquipélago de Cabo Verde

Cabo Verde, oficialmente República de Cabo Verde, é um país insular localizado num arquipélago formado por dez ilhas vulcânicas na região central do Oceano Atlântico. A cerca de 570 quilómetros da costa da África Ocidental, as ilhas cobrem uma área total de pouco mais de 4.000 quilómetros quadrados.

Os exploradores portugueses descobriram e colonizaram as ilhas desabitadas no século XV, o primeiro assentamento europeu nos trópicos. Idealmente localizado para o comércio de escravos no Atlântico, o arquipélago prosperou e muitas vezes chegou a atrair corsários e piratas, entre eles Sir Francis Drake, na década de 1580. As ilhas também foram visitadas pela expedição de Charles Darwin em 1832.

O arquipélago foi ocupado e, conforme a colónia cresceu em importância entre as principais rotas de navegação entre Europa, Índia e Austrália, a população aumentou de forma constante. No momento da sua independência de Portugal, em 1975, os cabo-verdianos emigraram para todo o mundo, de tal forma que a população no século XX com mais de meio milhão de pessoas nas ilhas é igualada pela diáspora cabo-verdiana na Europa, na América e na África.

A economia cabo-verdiana é principalmente focada no crescente turismo e em investimentos estrangeiros, que se beneficiam do clima quente o ano todo, da paisagem diversificada e da riqueza cultural, especialmente na música. Historicamente, o nome “Cabo Verde” tem sido usado para se referir ao arquipélago e, desde a independência, em 1975, ao país. Em 2013, o governo local determinou que a designação em português “Cabo Verde” passaria a ser utilizado para fins oficiais, como na Organização das Nações Unidas (ONU).

Ilha da Boa Vista

Boa Vista (também escrito Boavista) é uma ilha do grupo do Barlavento de Cabo Verde. De todas as 10 ilhas do arquipélago, é a situada mais a leste, distando apenas 455 km da costa africana. Sua superfície de 620 km² a torna a terceira maior ilha do país, depois de Santiago e Santo Antão. Tem cerca de 31 km de norte a sul e 29 km de leste para oeste. A maior povoação da ilha é a vila de Sal Rei, com cerca de 2500 habitantes.

Foi a primeira das ilhas de Cabo Verde a ser avistada em maio de 1460 por António da Noli e Diogo Gomes, ao serviço do rei de Portugal D. Afonso V, cedo recebeu povoadores, ao que parece ainda no século XV, embora em número reduzido e focados para a criação de gado.

Embora a população da ilha se tenha mantido diminuta ao longo dos séculos, ao ponto de não ter ultrapassado os três milhares antes de meados do séc. XX, desenvolveu-se na Boa Vista uma cultura rica e inovadora, com destaque para a música, primeiro com o landum, e mais tarde, no século XVIII, com a morna, de resto gerada pelo landum.

A economia da Boa Vista baseou-se durante os primeiros séculos na criação de gado “largado” na natureza, com o incontornável complemento da pesca. A agricultura foi ganhando porém importância, embora confinada às terras irrigadas de leste (conhecidas por “norte”).

O sal, o carvão, o fabrico de tijolo e olaria, a conserva de atum e a urzela tintureira estiveram também na base de outros tantos ciclos económicos na ilha das dunas.

Tem as mais extensas praias de Cabo Verde e tem sido recentemente alvo do investidores turísticos, que construíram vários hotéis e infraestruturas turísticas.
A Praia de Santa Mónica na Ilha da Boavista, com quase 10km de extensão, sendo a maior praia do arquipélago, proporciona-lhe a experiência de se sentir único(a) num praia isolada e deserta.

Há boas condições para mergulho, livre ou autónomo, nos diversos ilhéus que rodeiam a ilha.

Com o benefício do aeroporto internacional, a Boa Vista é uma das ilhas mais turísticas e fascinantes deste país, e merece largamente uma visita interessada e repetida.

Ilha de Sª Luzia

Santa Luzia tem 35 km2, para uma largura máxima de 5k e um comprimento de 13 km, situando-se no barlavento do arquipélago, entre São Nicolau e São Vicente.

A sua altura máxima é de 395 metros, no Monte Grande.

A ilha, desabitada, pertence ao concelho de São Vicente, sediado na ilha vizinha.

O clima de Santa Luzia é bastante seco, daí a reduzida vegetação que existe no território.

Enquanto a parte Norte da ilha tem montes com escarpas, na região sul predominam as praias de areia branca com dunas.
Trata-se da única ilha cabo-verdiana desabitada, nomeadamente devido à escassez de água. Apesar disso, Santa Luzia chegou a ser usada para a criação de gado e para a agricultura, nomeadamente no século XVIII.

No início do século XIX, houve extração na ilha de grandes quantidades de urzela, um líquen. Para esse efeito a ilha chegou a ser frequentemente alugada aos comerciantes de urzela.

Houve várias tentativas para povoar a ilha, todas infrutíferas devido à falta de água. Nomeadamente tentaram levar a cabo projetos para incrementar a criação de gado e explorar os recursos pesqueiros. Assim, no século XIX chegaram a viver cerca de vinte pessoas na ilha. Os produtos provenientes de Santa Luzia, nomeadamente carne, laticínios e couro, eram considerados de boa qualidade, mas o povoamento da ilha não vingou devido às secas constantes.

No século XX, até à década de 60, um casal viveu na ilha, mas desde então tornou-se completamente desabitada.

Em 1990, o governo de Cabo Verde declarou que Santa Luzia, assim como os ilhéus adjacentes, era património público, por se tratar de uma importante reserva natural.

Santa Luzia é a única ilha de Cabo verde com nome de uma santa.

Ilha de Santiago

Santiago, a maior ilha de Cabo Verde, pertence ao grupo do Sotavento. Estende-se por cerca de 75 km de comprimento, no sentido norte-sul e cerca de 35 km de largura, no sentido leste-oeste. Dista cerca de 50 km em linha reta da ilha do Fogo, a oeste, e 25 km da ilha de Maio, a leste. Administrativamente, está dividida em 6 concelhos. A cidade da Praia é ao mesmo tempo a capital do país e sua cidade mais populosa. A ilha de Santiago e a Praia tiveram extraordinário desenvolvimento desde a independência em 1975, tendo a população duplicado desde aquele ano. Uma das povoações mais antigas é São Domingos, em vale do mesmo nome, no interior da ilha.
A ilha dispõe do recentemente expandido (novembro de 2005) Aeroporto Internacional da Praia, com pista de 2.100 m de comprimento por 45 m de largura, altitude de 70 m MSL (Mean Sea Level, nível médio do oceano), código internacional “RAI”. Situado a apenas 3 km do centro da cidade, o aeroporto recebe vôos internacionais procedentes da Europa (Lisboa, Paris, Amsterdam, Munique), da América do Sul (Fortaleza, Brasil), da América do Norte (Boston) e do continente africano, além dos vôos domésticos.
Ribeira Grande de Santiago, antes Cidade Velha, a 15 km a oeste da Praia, na costa, foi a primeira capital de Cabo Verde.

A Cidade de Ribeira Grande, a primeira de toda a África Ocidental, fundada no século XVI a partir da povoação portuária, iniciada nos anos 60 do século XV, tornou-se rapidamente numa metrópole comercial, baseada no grande negócio da época, que era o tráfico de escravos, mas soube sobretudo transformar o fulgor económico daí resultante num laboratório biosociológico que deu origem a uma nova estirpe humana, a comunidade crioula, com uma personalidade e uma cultura tão próprias e ricas, que seexpandiram para as Américas e as Caraíbas (na altura apelidadas de “índias ocidentais”), originando países tão vastos como o Brasil e tão densos como Cuba, que prometem ser o fermento de um futuro inovador para a humanidade.

Cidade Velha, que constitui o principal património arquitetónico de Cabo Verde. A Cidade Velha, antiga Ribeira Grande de Santiago, foi a primeira cidade portuguesa
edificada em África, tendo sido classificada recentemente pela UNESCO como património mundial. Alberga diversos monumentos de grande significado histórico,
tais como a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, edificada no sopé da encosta oeste da ribeira, de estilo manuelino, e o Pelourinho, edificado em 1495, em pleno
meio do terreiro junto à praia. Poderá ainda apreciar a Sé Catedral e a Fortaleza Real de S. Filipe.

Cerca de 50 km a norte da Praia localiza-se a cidade de Assomada com o seu concorrido mercado e o Museu da Tabanka. A norte da ilha, a cerca de 75 km da Praia, está a vila do Tarrafal, praia de areias claras e palmeiras, com alguma estrutura turística. Nesse mesmo concelho está o antigo Campo do Tarrafal criado pelo Governo português do Estado Novo ao abrigo do Decreto-Lei n.º 26 539, de 23 de Abril de 1936.

A variante do crioulo cabo-verdiano falada em Santiago recebe o nome popular de badiu, termo também utilizado para designar o natural dessa ilha.
A ilha de Santiago é um autêntico tratado histórico.

A grande riqueza de Santiago, para além da sua própria população, é o seu potencial agrícola, fonte de venturas e desventuras através dos séculos, ao sabor dos caprichos
da natureza, mas que vê agora instalar-se uma promessa de sustentabilidade com políticas de aproveitamento das águas pluviais e com o advento de tecnologias alternativas
à produção de energia e à irrigação das terras de sequeiro.

Da Ribeira Grande, a capital de Santiago e do país transferiu-se desde o séc. XVIII para a Praia, hoje uma metrópole com mais de 150.000 habitantes.

Uma visita suficientemente demorada à ilha mãe de Cabo Verde revela ao visitante um manancial de paisagens, mas também de história e de cultura profundamente rico e
apaixonante.

Destaque para o aparecimento de novos circuitos como o Circuito da Música ou o Circuito das Ribeiras, que evidenciam a rica história e a tocante cultura do berço da
crioulidade. Outro destaque é a baía do Tarrafal, com uma fabulosa praia de areia fina e branca, águas tépidas e cristalinas e vastas sombras de coqueiros é um importante local turístico e piscatório. A vila convida a um passeio pela Praça Central com visita à igreja e ao mercado. Igualmente conhecido por estas paragens é o antigo campo de concentração de presos políticos da era colonial, onde foi construído um pequeno museu que expõe a sua historia.

Ilha de São Vicente

A ilha de São Vicente tem uma superfície de 227 km². Mede 24 km de leste a oeste e 16 km de norte a sul. É a sétima maior ilha de Cabo Verde (ou a quarta menor).
Embora seja de origem vulcânica, a ilha é relativamente plana, especialmente a área central, a zona leste do Calhau e a zona norte da Baía das Gatas. O ponto mais alto da ilha é o Monte Verde com 774 m de altitude. Outras elevações importantes são o Monte Cara ― assim chamado por fazer lembrar um rosto humano olhando o céu (488 m no pico do “queixo”, 480 m na ponta do “nariz”, estando a maior elevação da formação montanhosa no pico de Fateixa, mais a oeste, com 571 m), o conjunto Madeiral/Topona (675 m e 699 m, respectivamente) e Tope de Caixa (535 m).

Apesar da forte erosão, são ainda bem visíveis algumas crateras de vulcões como é o caso do vulcão Viana, no leste da ilha, e a própria baía do Porto Grande.
A área urbana do Mindelo localiza-se na zona noroeste. As praias de areia branca da Baía das Gatas, Calhau e São Pedro são muito frequentadas. A ilha está quase totalmente despida de vegetação, tendo sido efectuado um trabalho de plantação de acácias nas zonas mais planas, como ao longo da ribeira de São Pedro (entre o Mindelo e o aeroporto em São Pedro), na Ribeira de Vinha e na zona interior de Salamansa. O sucesso destas plantações tem sido muito limitado.

O clima é tropical seco, rondando os 24 °C de temperatura média do ar. A temperatura da água do mar oscila, durante o ano, entre os 12 °C e os 25 °C. Há duas estações: de Novembro a Julho decorre a estação seca e é quando sopram os ventos alísios; de Agosto a Outubro é a “estação das chuvas”, embora a precipitação seja na realidade baixa.
Descoberta no dia de São Vicente (22 de Janeiro) de 1462, pelo navegador português Diogo Gomes, escudeiro do infante D. Fernando, a quem ficou pertencendo por doação de D. João II, o rei seu tio. A ilha foi inicialmente outorgada aos Duques de Viseu que, porém, não procederam à sua ocupação, situação que se manteve depois de, por herança, São Vicente ter passado para a propriedade do rei D. Manuel I.

Mercê da endémica falta de água, a ilha ficou, por muitos e muitos anos, relegada à humilde condição de simples campo de pastagem do gado de alguns proprietários da vizinha ilha de Santo Antão.

São Vicente seria a última das ilhas do arquipélago a ser povoada. Foi só em 1838, quando se estabeleceu um depósito de carvão para abastecimento dos navios em rota pelo Atlântico na baía do Porto Grande, que a população se começou a fixar, fundando-se a cidade do Mindelo. Com a expansão do vapor, na segunda metade do século XIX, São Vicente teve um surto de desenvolvimento, com diversos depósitos de carvão ingleses em actividade e dezenas de navios a alcançarem o porto de Mindelo para se reabastecerem.
A ilha tornou-se escala obrigatória a meio do Atlântico para navios de todo o mundo e marinheiros de muitas nacionalidades confraternizavam nas tabernas e cafés do Mindelo. Por essa altura, a cidade tornou-se um centro cultural importante e cosmopolita onde a música, a literatura e o desporto eram cultivados. Chegou mesmo a aventar-se a hipótese de se transferir a capital de Cabo Verde para o Mindelo.
O ciclo durou apenas algumas décadas, pois com a substituição, no início do século XX, do carvão pelo diesel como combustível dos navios, o importante porto perdeu a sua preponderância, sendo substituído pelas Canárias e por Dacar. Mais tarde, a ilha ganhou novo fôlego como ponto de ligação transatlântica de cabos submarinos de telégrafo. Em 1874 foram amarrados os cabos submarinos da Western Telegraph Company (atual Cable & Wireless), ligando a Praia da Matiota, na ilha de São Vicente, à Madeira e depois ao Brasil. Em 1886, Cabo Verde ficou também ligado à África e à Europa através de cabo submarino.
Do período áureo, a cidade do Mindelo conserva um centro histórico relativamente bem preservado, onde predomina a arquitectura de estilo colonial, sendo um bom exemplo o Palácio do Governador. O Liceu Nacional de Cabo Verde (que posteriormente se veio a chamar Liceu Central Infante D. Henrique e é a actual Escola Jorge Barbosa), inaugurado em 1917, teve enorme importância no desenvolvimento da consciência nacional cabo-verdiana3 , tendo lá estudado muitos dos obreiros da independência nacional, incluindo Amílcar Cabral e o actual Presidente da República Pedro Pires.

A população de São Vicente é, pelo censo de 2000, 67.163 habitantes, sendo que a população rural se fica pelas 4.174 pessoas. A ilha de São Vicente é, pois, a ilha mais urbana de Cabo Verde, sendo a taxa de urbanização de 97%, bem superior à média nacional que é de 54%. A densidade populacional é de 296 habitantes por quilómetro quadrado.

Cesária Évora tem como origem São Vicente.
A taxa anual de crescimento demográfico é de cerca de 2,7%, superior também à nacional (2,4%). A esperança de vida é de 62 anos para os homens e de 65 anos para as mulheres, em evidente contraste com a esmagadora maioria dos outros países africanos, onde a esperança média de vida não vai além dos 56 anos. A taxa de mortalidade infantil é também relativamente baixa: 46 por cada 1000 nascidos.

A população da ilha de São Vicente é maioritariamente jovem, pois 66% da população tem menos de 30 anos, enquanto a população com 60 anos ou mais perfaz 8,6%. Existem perto de 16 mil agregados familiares residentes em São Vicente, com uma média de 4 pessoas por agregado, ligeiramente abaixo da média nacional que é de 5 pessoas. 56% das famílias vivem em casa própria e 30% em casas arrendadas.

Cerca de 11% das famílias de São Vicente possuem automóvel, contra 7,4% a nível nacional. Ainda, segundo o censo de 2000, São Vicente é a segunda ilha com maior proporção de agregados familiares com nível de conforto médio, alto ou muito alto (58%). 7,7% têm um nível de conforto muito alto, praticamente o dobro da média nacional que é de 4%, mas aquém da ilha do Sal (8,8%).

Para além do português, língua oficial, o crioulo cabo-verdiano é usado no dia-a-dia pela grande maioria da população de São Vicente. Existe uma variante local do crioulo cabo-verdiano, o Kriol, que serve de referência para todas as ilhas do Barlavento.

A ilha de São Vicente faz parte do concelho homónimo que inclui também a vizinha ilha de Santa Luzia (desabitada). O concelho de São Vicente é constituído por uma única freguesia: Nossa Senhora da Luz. O “Dia do Município” é 22 de Janeiro, comemorando a data em que a ilha foi descoberta.

A freguesia é por seu lado dividida em zonas, geralmente sediadas na localidades homónimas. Além da cidade do Mindelo, outras localidades assinaláveis do concelho incluem a Baía das Gatas, Calhau, Salamansa e a aldeia piscatória de São Pedro.

A economia da ilha sempre se baseou quase exclusivamente no comércio e nos serviços. Devido à falta de chuva, a agricultura é de subsistência. A pesca tem alguma relevância, mas apresenta condições para ser uma actividade de maior importância, não só pelas capturas ― nomeadamente de lagosta ―, mas também pelas indústrias derivadas: conservas, seca e salga de peixe e construção naval.

O Porto Grande é o principal porto de Cabo Verde, por onde passam grande parte das importações do país. Está dotado de um terminal de contentores e de instalações de frio e silos que possibilitam a actividade de transbordo de cargas. Existe também uma moderna central de dessalinização da água do mar para consumo público e estaleiros navais.
No sector industrial, a ilha apresenta abundância de mão-de-obra, se bem que pouco qualificada, resultado do êxodo de habitantes de outras ilhas para São Vicente. Cerca de 27% da população empregada exerce profissões sem grande qualificação. Empregados altamente qualificados ― nomeadamente os quadros superiores de empresas e da administração pública e os que exercem funções de gestão e direcção ― não chegam a 2% das profissões exercidas. Destaca-se, no entanto, uma maior participação das mulheres são–vicentinas nos lugares de decisão quando se compara com a média nacional.

O parque industrial da ilha ― Zona Industrial do Lazareto ― concentra diversas unidades fabris, essencialmente de investimento estrangeiro, nas actividades de calçado, confecções e transformação de pescado.

Nos últimos anos, o Centro Nacional de Artesanato do Mindelo tem vindo a apoiar os artesãos locais, nomeadamente na produção e comercialização de peças de cerâmica, artigos feitos de cascas de coco e colares de conchas e pedras.

São Vicente tem uma grande tradição ao nível do desporto, visto terem sido daqui que muitas modalidades se espalharam para as restantes ilhas. O windsurf, por exemplo, conta aqui com excelentes condições. A praia de São Pedro é considerada uma das melhores para a prática do windsurf, como têm constatado muitos campeões mundiais da modalidade.

O ciclismo, os passeios a pé e a cavalo são boas formas para conhecer a ilha. A marca inglesa na ilha ainda hoje é reconhecível, nomeadamente no golfe. São Vicente dispõe de um campo de golfe, sem relva, com 18 buracos.

Por estas razões, o turismo apresenta óptimas perspectivas de crescimento na ilha de São Vicente, tal como no resto do arquipélago de Cabo Verde.
As ligações entre as diversas localidades da ilha são asseguradas por um sistema de transportes públicos onde operam cinco empresas privadas: Transcor.SA, Transporte Morabeza, Transporte Alegria, Amizade, Sotral e Automindelo. No entanto, especialmente para as localidades mais distantes da cidade do Mindelo, nomeadamente Baía das Gatas, Calhau, São Pedro e Salamansa, é usual o recurso ao sistema de aluguer de carrinhas e autocarros.

São Vicente foi sempre uma ilha fértil em termos culturais. A cidade do Mindelo é informalmente considerada a capital cultural de Cabo Verde e a sua noite é famosa pelos seus bares animados com música ao vivo, nos quais por exemplo se iniciou a carreira de Cesária Évora. Além da música, a cultura são-vicentina se destaca em diversas áreas como o teatro e a literatura. Eventos anuais têm grande destaque, como Carnaval e as festividades de Fim de Ano.

Ilha Brava

Brava é uma ilha e concelho do Sotavento de Cabo Verde.

A sua maior povoação é a vila de Nova Sintra. O único concelho da ilha tem cerca de sete mil habitantes. Com 67 km², Brava é a menor das ilhas habitadas de Cabo Verde, e tem uma densidade populacional de 101,49/km². A ilha tem uma escola, um liceu, uma igreja e uma praça, a Praça Eugénio Tavares.

Quando a ilha foi descoberta, deram-lhe o nome de S. João. No entanto, algum tempo depois o nome foi alterado devido ao aspecto florido que a ilha tinha. Foi-lhe dado o nome “Brava” que significa “selvagem”.

Ilha do Fogo

Fogo (ou Djarfogo que significa Ilha do Fogo) é uma das 10 ilhas que constituem o arquipélago de Cabo Verde, foi uma das primeiras Ilhas a ser povoada. São Filipe é a terceira cidade mais antiga do arquipélago. A ilha é vulcânica e é a mais saliente do grupo, devido à altitude do vulcão Pico do Fogo. O vulcão tem estado historicamente ativo e sua última erupção foi em 1995. Sua característica mais espetacular é uma cratera com 9 km de largura, com uma bordeira de 1 km de altura. A cratera tem uma fenda em sua parede oriental, e um grande pico eleva-se em seu centro. O cone central Pico constitui o ponto mais elevado da ilha (2 829 m) e seu cume é cerca de 100 m mais alto do que a bordeira da cratera que o circunda. Lava do vulcão tem alcançado a costa oriental da ilha em tempos históricos.

Ilha de Maio

Maio é uma ilha de Cabo Verde. Faz parte do grupo de Sotavento. A maior povoação da ilha é a Vila do Maio (Porto Inglês). A ilha tem cerca de 7 mil habitantes e 269 km².

As ilhas de Santo Antão, S. Vicente, Santa Luzia, S. Nicolau, Sal e Boavista, formam o grupo Barlavento e as ilhas do Maio, Santiago, Fogo e Brava, formam o grupo Sotavento.

A ilha do Maio é uma jóia em bruto no contexto do turismo em Cabo Verde.

Vale entretanto a pena a deslocação do turista ao Maio por alguns dias, para se inteirar das qualidades paisagísticas, humanas e balneares da ilha, com as suas salinas, as pequenas mas deliciosas praias, a sua floresta de acácias, a mais compacta de todo o arquipélago e, naturalmente, o seu povo, sempre animado e hospitaleiro.

Ilha do Sal

Sal é uma ilha do grupo do Barlavento de Cabo Verde e concelho do mesmo nome. É uma das menores ilhas habitadas, estendendo-se por 30 km de comprimento e 12 km de largura, no sentido leste-oeste e distante cerca de 50 km em linha reta da Boa Vista, sua mais próxima vizinha. O concelho do Sal é constituído apenas por uma freguesia: Nossa Senhora das Dores.

Por não possuir água potável a ilha conheceu o abandono até ao século XIX quando, a partir de 1833 se iniciou a exploração de sal na localidade de Pedra de Lume. Essa atividade deu início ao povoamento.

Administrativamente, a ilha pertenceu ao concelho da Boavista até 1935.

A exploração das salinas dinamizou a economia da ilha até meados da década de 1980.

Com o objectivo de constituir um ponto de escala para os voos com destino à América do Sul, em 1939 foi construído, por iniciativa italiana, o “Aeroporto Internacional da Ilha do Sal”, com projeto do Engenheiro Raul Pires Ferreira Chaves.
A este mesmo profissional, à época, deve-se a implantação de sistemas de captação de água pluvial, possibilitando o incremento do povoamento, sobretudo através da migração interna no arquipélago, nomeadamente a partir da ilha de São Nicolau. Desse modo, em curto espaço de tempo, a população teve um incremento de cinco vezes.
O aeroporto, renomeado após a independência como Aeroporto Internacional Amílcar Cabral, constitui hoje o principal ponto de entrada no país e possibilita a exploração de modernos complexos turísticos, que nas últimas duas décadas se vêm instalando principalmente na cidade de Santa Maria, a maior da ilha.

O Sal tem uma superfície total de 216 km² e uma extensão máxima de cerca de 30 km, com cerca de 35000 habitantes(censo junho 2010).
Pertence ao grupo das três ilhas do arquipélago de Cabo Verde (do qual também fazem parte Boa Vista e Maio) que partilham as características físicas:
• Proximidade ao continente africano, o que as torna vulneráveis ao vento quente e seco do deserto que transporta a areia do Saara e anualmente causa uma espécie de nevoeiro conhecido como bruma seca.
• Planura extrema, apesar da sua origem vulcânica – a inexistência de montanhas com excepção no norte da ilha, que condensem a humidade atmosférica faz com que seja uma ilha muito árida onde a vegetação é escassa nos meses frescos, mas no verão transforma-se numa paisagem bonita e verdejante.
• Extensas praias de areia branca, que é transportada pelos ventos a partir do deserto do Saara, o que se revela de grande interesse turístico. Tendo um clima ameno com pouca variação da temperatura, o verão pode ser um pouco quente, com temperaturas a variar de 24 de mínima a 30 graus de máxima; no inverno as temperaturas mínimas mais baixas oscilam entre 16 de minima a 24 de máxima; pode ocorrer um pouco de precipitação nos meses de inverno mas esta é escassa nos meses de Dezembro e Janeiro.
• Presença de salinas naturais e artificiais (que, no caso do Sal, deram o nome à ilha).
• Presença de piscinas rochosas naturais, destacando-se a designada por buracona, na costa ocidental norte da ilha.

A Cidade dos Espargos é a capital e a sua cidade com mais habitantes. Santa Maria, ao sul, é o centro turístico e o segundo maior centro populacional da ilha, dispondo de uma boa estrutura hoteleira. Palmeira sendo uma vila essencialmente pescatoria encontra-se a oeste da Cidade dos Espargos. Pedra de Lume a 4 km a este de Espargos é uma localidade de não mais de 100 habitantes; ali podemos encontrar as maravilhosas salinas.

Hoje, dezenas de operações charter demandam a ilha para usufruir do clima ameno, das praias excecionais e da capacidade que tem a população cabo-verdiana para cativar os seus hóspedes.

A ilha do Sal dispõe já de mais de 10.000 camas turísticas, e prepara-se, depois de um impasse ligado às sucessivas crises mundiais vividas, para arrancar numa nova e vigorosa etapa de desenvolvimento da oferta turística.

Ilha de Sº Antão

Santo Antão é uma das nove ilhas habitadas de Cabo Verde, localizada no grupo do Barlavento, a noroeste, e segunda maior do arquipélago em superfície e a terceira em população, com aproximadamente 40 km de extensão longitudinal e cerca de 20 km de largura. De origem vulcânica, Santo Antão é a ilha mais mais setentrional e ocidental de Cabo Verde e a mais afastada do continente africano, pelo que o seu extremo oeste é considerado o ponto mais ocidental de África. O canal de São Vicente separa-a da ilha mais próxima, a ilha de São Vicente.

Desabitada aquando da descoberta em 1462 por Portugal, começou a ser colonizada, com pouco sucesso, em 1548. Uma cadeia de montanhas, tida durante muito tempo como intransponível, separa a ilha entre norte e sul.

Os principais aglomerados populacionais são a vila da Ribeira Grande, Porto Novo – porta de entrada de gentes e mercadorias vindas de São Vicente – e a Ponta do Sol – onde se localiza o aeródromo da ilha, atualmente desativado.

O ponto mais elevado da ilha é o Topo da Coroa, vulcão inativo com 1979 m, que se destaca de uma zona planáltica no noroeste da ilha. Segue-se o Gudo de Cavaleiro, com 1811 m, no centro da ilha, e o Pico da Cruz, com 1584 m, a nordeste.

Desde 1999 tem sido observada contínua elevação da temperatura da água do mar na região da Ponta do Sol, o que leva os vulcanólogos a admitir que é crescente o risco de novas erupções naquela área.

A parte da ilha voltada a sudeste é quase completamente árida, enquanto que a zona nordeste goza de chuvas relativamente regulares e é razoavelmente verde. Não é de estranhar, pois, que a maioria da população se concentre nesta parte de Santo Antão.
Muitos vulcões são relativamente jovens e têm caldeiras. As montanhas são compostas de basalto e erguem-se a centenas de metros de altura.

Os vales resultam de uma forte erosão.

O nome Santo Antão foi dado pelo navegador português Diogo Afonso que descobriu a ilha no dia 17 de janeiro de 1462, em consonância com o santo do dia da descoberta, tal como ocorreu com outras ilhas do grupo: São Vicente, São Nicolau e Santa Luzia.

O Tratado de Tordesilhas, assinado em 7 de junho de 1494, entre Portugal e o Reino de Castela, e que determinou a divisão das áreas de influência dos países ibéricos, estabeleceu que cabiam a Portugal as terras «descobertas e por descobrir» situadas antes da linha imaginária que demarcava 370 léguas (1770 km) a oeste da ilha de Santo Antão, e ao outro reino ibérico as terras que ficassem além dessa linha.2

A colonização começou apenas em 1548. No século XVII, populações das ilhas de Santiago e do Fogo com colonos vindos do norte de Portugal fundaram a Povoação, a actual vila da Ribeira Grande na zona norte da ilha.

Santo Antão é uma ilha eminentemente agrícola. As principais produções são cana-de-açúcar, inhame, mandioca, banana, manga e milho. Uma densa rede de levadas e reservatórios permite a recolha e armazenamento de água das ribeiras a diferentes níveis, para distribuição pelas culturas de regadio praticadas nos socalcos escavados nas encostas.

Um das principais produções da ilha é o grogue, um tipo de cachaça produzido localmente e muito popular em todo o arquipélago.
A pesca tem também um papel importante na economia da ilha.
A pozolana é explorada na ilha de Santo Antão por uma unidade industrial em Porto Novo.

Nos últimos anos o turismo tem vindo a tornar-se uma indústria com importância crescente. A paisagem íngreme, contrastando áreas verdes com regiões absolutamente secas, e uma rede de trilhos de acesso às povoações e aos campos de cultivo espalhados pelos diferentes vales são um forte atrativo para os turistas com gosto por longas caminhadas, o turismo-aventura e o ecoturismo.

Prevê-se para breve a abertura de um hotel de quatro estrelas em Paul e unidades de três estrelas em diversos pontos da ilha de Santo Antão. Hoje no interior dos vales podemos encontrar pequenas organizações empresariais com o intuito de explorar o turismo, mas as políticas do Estado em nada favorecem os mais pequenos.

O acesso por mar faz-se por Porto Novo, na vertente sul, onde fica situado o principal porto da ilha de Santo Antão. Há ligações diárias regulares com o Mindelo, na vizinha ilha de São Vicente, a apenas uma hora de viagem. O porto de Porto Novo foi inaugurado em 1962. Possui um molhe acostável de 245 metros de comprimento e um armazém coberto com uma área de 450 m²3 .

O aeródromo de Santo Antão, localizado na Ponta do Sol, encontra-se, atualmente, desativado. Era designado Aeródromo Agostinho Neto, em homenagem ao antigo presidente de Angola, que, no início dos anos 1960 do século XX, viveu durante algum tempo na Ponta do Sol, para onde havia sido deportado . Estão em curso estudos para construção de um novo aeródromo, desta vez no concelho de Porto Novo5 .

Inaugurada em maio de 2009, a nova estrada litoral Porto Novo-Janela é uma estrada asfaltada que permite o acesso aos municípios do Paul e da Ribeira Grande, na costa nordeste da ilha. A estrada tem cerca de 23 quilómetros de extensão, incluindo os dois primeiros túneis rodoviários de Cabo Verde, o túnel do Farol e o túnel de Santa Bárbara, com 240 e 340 metros de comprimento, respetivamente6 .

De Porto Novo partem também outras estradas que, vencendo as alturas da ilha conduzem às povoações das vertentes norte, nomeadamente a espetacular Estrada da Corda, estrada empedrada que conduz aos municípios da Ribeira Grande e do Paul e que se desenvolve na linha de cumeada que separa os vales da Ribeira Grande e da Ribeira da Torre. A construção, nos anos sessenta do século XX, desta estrada de ligação ao novo porto de Porto Novo havia levado ao declínio do porto da Boca da Pistola, na Ponta do Sol, como porta de entrada da ilha.

Chega-se a Santo Antão, desde S. Vicente, subir à Cova e serpentear depois pela encosta da Corda até à Povoação e Ponta do Sol passando da secura do clima dominante no arquipélago para chuva pegada e de novo para o sol no regresso a Porto Novo. É assim Santo Antão, a segunda maior ilha de Cabo Verde.

A floresta quase nórdica da espinha dorsal da ilha, desde o Pico da Cruz a Tope de Coroa, contrasta por um lado com a vertente sul, árida e esbranquiçada, e com as
ribeiras profundas, verdejantes e húmidas que penetram no âmago das montanhas, num contraste estonteante.

Não é por acaso que Santo Antão é a ilha mais procurada pelos apaixonados da marcha e do trekking, que não se importam de pernoitar em casas de habitantes geralmente
sem comodidades instaladas, em troca da experiência profundamente natural e de convivência simples com a população laboriosa da ilha.

Descer da Cova até ao Paúl pela Ribeira do mesmo nome é uma experiência de retorno às emoções fortes e originais que só a natureza mais virgem proporciona.
Como esta, dezenas de experiências ligadas à natureza são proporcionadas por Santo
Antão.

Santo Antão é uma das ilhas mais fantásticas e belas de Cabo Verde, onde a mãe natureza é senhora e rainha. Detentora de imponentes montanhas e profundos
vales, o relevo desta ilha é de suster a respiração. Ao atracarmos em Porto Novo, deparamo-nos com uma paisagem árida e com a praia do Escorralete. Se tomarmos
a estrada de montanha em direção ao norte da ilha somos levados para um mundo quase irreal, onde a força e vontade humana se impuseram à natureza caprichosa destas paragens. Autênticos monumentos ao esforço e trabalho de quem por elas contribuíram, são as estradas esculpidas entre encostas abruptas.

Verdadeiras montanhas russas, elas são motivo de espanto. Como que num gesto de mágica somos transportados da aridez dominante a sul, para uma zona montanhosa
e verdejante em toda a vertente norte. A Ilha de Santo Antão convida o visitante ao turismo rural e de natureza apresentando um vasto leque de produtos típicos.

Com o mar sempre por perto, não pode o visitante sair de Santo Antão sem saborear um belíssimo caldo de peixe como prato principal seguido de um gostoso doce de
papaia com queijo de cabra como sobremesa e, claro, o grogue ou um licor para colocarmos a cereja em cima do bolo.

Ilha de São Nicolau

A ilha de São Nicolau é uma das ilhas do Barlavento de Cabo Verde. É uma ilha montanhosa com uma economia fundamentalmente agrícola, mas está sujeita a secas. Povoada pela primeira vez no século XVI, é conhecida pelas suas montanhas e pela principal vila, Ribeira Brava, há muito a sede da diocese de Cabo Verde. A sua outra vila é o porto do Tarrafal.
Para além do português, língua oficial, o crioulo cabo-verdiano é usado no dia-a-dia pela maioria da população de São Nicolau. Existe uma variante local do crioulo cabo-verdiano.
São Nicolau é a ilha natal de Armando Zeferino Soares, o compositor da música Sodade.
São Nicolau tem 343 km2, para uma largura máxima de 25 km e um comprimento de 50 km, situando-se no barlavento do arquipélago entre São Vicente e Sal. Trata-se uma ilha de origem vulcânica com um relevo muito acidentado. O Monte Gordo, com 1304 metros, é o seu ponto mais elevado.

Atualmente, São Nicolau tem cerca de 13 500 habitantes (2000) e a sede da ilha é Ribeira Brava. Outra localidade conhecida é o Tarrafal.

A ilha de São Nicolau está dividida em dois municípios, São Nicolau e Tarrafal de São Nicolau, desde 2005, depois de anteriormente ter existido apenas um município. Na ilha há três freguesias: Nossa Senhora da Lapa, Nossa Senhora do Rosário e São Francisco.

O município de São Nicolau inclui ainda três ilhas desabitadas, Santa Luzia, Branco e Razo, que em tempos foram administradas pelo município de São Vicente.

A parte oeste da ilha tem mais vegetação, agricultura e população, enquanto o leste é mais árido. Devido ao relevo acidentado, há muito vales em São Nicolau, a maior parte dos quais estreitos e profundos. Apenas no Vale da Fajã, o mais largo, existe atividade agrícola. A agricultura é mesmo a principal atividade económica da ilha, apesar dos grandes períodos de seca que assolam o território. Na década de 40 do século XX, a fome assolou a ilha, o que provocou uma grande vaga de emigração, principalmente em direção a São Tomé e Príncipe.

A produção de café foi um dos primeiros negócios a imperar, seguindo-se o açúcar e as pescas, havendo também uma relevante indústria conserveira. A pesca é atualmente das atividades principais dos habitantes de São Nicolau, assim como o turismo. A ilha tem praias de areia negra e uma grande abundância de peixe, que atrai pescadores de todo o mundo.

A ilha foi descoberta em 1461 e o seu povoamento começou no século XVII, já que se tratava de uma das ilhas de Cabo Verde com mais água. Na altura, a primeira localidade a ser fundada chamava-se Porta do Lapa. No entanto, devido aos frequentes ataques de piratas, a população mudou-se em massa para Ribeira Brava, onde foi construída a fortaleza de Preguiça.

Em Ribeira Brava foi erigido, em 1866, o primeiro seminário do arquipélago que acabou por se tornar uma referência do ensino em Cabo Verde, mesmo para laicos. Ribeira Brava acabou por ser considerada uma referência a nível intelectual da África ocidental. O círculo intelectual de Cabo Verde esteve durante muitos anos sediado em São Nicolau, onde foi criado, em 1936, o movimento literário “Claridade”.

O símbolo da ilha é o dragoeiro, planta ornamental que produz resina vermelha.

ISI

GRÁTIS
BAIXAR